Mensagens para alimentar o seu espírito!

Amigos, diariamento vou procurar postar alguma mensagem de Jesus para o seu dia ser melhor. Vou publicar o estudo de escatologia que fiz para a nossa igreja, além de mostrar os movimentos da Nova Ordem Mundial a todos. Que Deus possa estar em suas vidas a cada dia!
Amigos, visitem o meu canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/linotche13

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Jesus é o caminho, e a verdade e a vida!


Em Mt.8:18-22, lemos estas palavras de Jesus: Vendo uma grande multidão ao seu redor, Jesus deu ordem de passar para a outra margem do lago. Nisso, um escriba aproximou-se e disse: "Mestre, eu te seguirei aonde fores". Jesus lhe respondeu: "As raposas têm tocas e os pássaros do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça". Um outro dos discípulos disse a Jesus: "Senhor, permite-me que primeiro eu vá enterrar meu pai". Mas Jesus lhe respondeu: "Segue-me, e deixa que os mortos enterrem os seus mortos".

Jesus conversa com um mestre da Lei que se dizia decidido a segui-lo. Jesus o desafia falando-lhe do desapego e da negação da carne de quem o segue. A sua riqueza é o próprio Senhor. E basta! O que o texto diz para mim, hoje? Diz-me que o caminho é claro, objetivo, único. Como está no evangelho de João, Deus é Espírito e por isso busca os que o adorem em espírito e em verdade, negando-se a si mesmos, isso significa negar as obras da carne, como está disposto na epístola de Paulo aos Gálatas no capítulo 5 e versos de 17 a 21. Irmãos em Cristo, precisamos entender que seguir a Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, é a única forma de chegarmos ao Eterno de Israel, ao Altíssimo Elohim. Jesus nos ensina que as coisas que nos parecem a segurança neste mundo, na verdade não o são, pois somente poderemos ser seguros nEle, somente poderemos ser vida com Ele.

Seja luz do mundo e sal da terra e siga ao Messias, Jesus Cristo o nosso Salvador!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A LEI DE DEUS!


Qual é princípio básico da lei de Deus? A Bíblia diz em Romanos 13:10 “O que ama ao seu próximo não lhe faz nenhum mal. Pois o amor é o cumprimento total da lei.”
A lei de Deus resume-se em amor. A Bíblia diz em Mateus 22:37-40 “Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

Jesus ajuda-nos a clarificar a nossa relação com a lei de Deus. A Bíblia diz em Mateus 5:17-18 “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.”

A lei de Deus oferece direcção na vida, não justificação. A Bíblia diz em Gálatas 2:15-16 “Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios, sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada.”
É nosso dever obedecer a lei de Deus. A Bíblia diz em Eclesiastes 12:13 “Este é o fim do discurso; tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem.”

Qual é a relação entre a lei e o pecado? A Bíblia diz em 1 João 3:4 “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia.”
É necessário guardar todos os mandamentos? A Bíblia diz em Tiago 2:10-11 “Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos. Porque o mesmo que disse: Não adulterarás, também disse: Não matarás. Ora, se não cometes adultério, mas és homicida, te hás tornado transgressor da lei.”

Podemos conhecer a Deus sem guardar os mandamentos? A Bíblia diz em 1 João 2:4-6 “Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou.”

Qual é o propósito da lei? A Bíblia diz em Romanos 3:20 “Porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado.”

Podemo-nos salvar observando a lei? A Bíblia diz em Romanos 3:27-31 “Onde está logo a jactância? Foi excluída. Por que lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, se é que Deus é um só, que pela fé há de justificar a circuncisão, e também por meio da fé a incircuncisão. Anulamos, pois, a lei pela fé? De modo nenhum; antes estabelecemos a lei.”

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O PRINCIPIO DE TUDO E A RELAÇÃO COM DUAS CONSTANTES MATEMÁTICAS UNIVERSAIS



Existem duas passagens bíblicas relacionadas ao principio de todas as coisas:

“NO PRINCIPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA” (Gênesis 1.1).

“NO PRINCIPIO ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA COM DEUS, E O VERBO ERA DEUS” (João 1.1).

Os dois textos possuem mais conexões do que possamos imaginar. Inicialmente, vejamos as relações teológicas.

- Gênesis 1 mostra o principio do Universo; João 1 revela o que havia antes do principio. De onde veio Jesus. Se alguém quer saber de onde veio o Universo, leia Gênesis. Se quer saber de onde veio Jesus, leia João.

- Os cinco primeiros versículos da Bíblia têm como tema a criação do Universo e o surgimento da luz. Agora observe o paralelo com as palavras dos cinco primeiros versículos de João.

“No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. Disse Deus: haja luz. E houve luz. Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.” (Gênesis 1.1-5)

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” (João 1.1-5).

É claro que a luz citada em Gênesis não é a mesma de João. A primeira é a luz cósmica, que ilumina o Universo visível; a segunda é a luz espiritual que ilumina o coração do homem.

Se Gênesis começa com 7 dias, o Evangelho de João também.

Depois da introdução, o evangelista passa a falar de João Batista. Dos versículos 19 a 28, ele fala de um dia em que o pregador do deserto foi questionado pelos judeus sobre sua identidade profética. É O PRIMEIRO DIA.

SEGUNDO DIA – “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1.29).

TERCEIRO DIA – “No dia seguinte João estava outra vez ali, com dois dos seus discípulos.” (João 1.35).

QUARTO DIA – “No dia seguinte Jesus resolveu partir para a Galiléia, e achando a Felipe disse-lhe: Segue-me.” (João 1.43).

Após citar quatro dias no capítulo 1.º, o escritor começa o capítulo 2, dizendo:
“Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus;” (João 2.1). 3 + 4 = 7. Ou seja, o casamento aconteceu no 7.º dia! Lembre-se que também houve um casamento no final dos 6 dias da Criação.

Será que o inicio do Evangelho joanino foi escrito de forma proposital para ser relacionado com Gênesis? Existem outros paralelos literários e teológicos entre Gênesis e João, mas agora precisamos voltar nossa atenção para o tema deste artigo.
Nos estudos em slides “O código Gênesis”, já mostramos as conexões matemáticas entre Gênesis 1.1 e João 1.1. O que vem a seguir é apenas um resumo, a fim de despertar a curiosidade daqueles que ainda não viram os slides.

DUAS CONSTANTES MATEMÁTICAS UNIVERSAIS.

Existem dois números (chamados irracionais) venerados pelos matemáticos: O número PI e o número e (também chamado número de Euler, em homenagem ao matemático suíço Leonard Euler), um dos primeiros a estudar as propriedades desse número. Mais detalhes, faça uma pesquisa básica no Google.
- O número PI, que é mais conhecido, é definido popularmente como “a razão entre a circunferência de um círculo e seu diâmetro. " O número PI será sempre o mesmo valor não importando o tamanho do círculo. A seguir, um pequeno exemplo das duas constantes citadas:

e = 2,718281828459045235360287471352662497757...
PI = 3,1415926535897932384626433832795...

Para se efetuar cálculos matemáticos não precisamos de tantos algarismos. Normalmente PI é apresentado como 3,1415 e o “número e” por 2,718.

Já sabemos que as letras hebraicas e gregas (com as quais foi escrita a Bíblia) possuíam valores numéricos. Quando convertermos os versículos de Gênesis 1.1 e João 1.1 em valores numéricos, encontramos muitas surpresas. Matemáticos cristãos da Inglaterra fizeram a seguinte descoberta:

A quantidade de letras de Gênesis 1.1 multiplicada pelo produto dos valores numéricos das letras DIVIDIDO pelo produto da quantidade de palavras multiplicada pelos valores das palavras traz uma grande surpresa. A fórmula é a seguinte:

Número de letras x produto das letras / Número de palavras x produto das palavras

Se aplicarmos essa fórmula aos valores numéricos de Gênesis 1.1,teremos o seguinte resultado:

1.º passo - Primeiro vamos calcular o produto das 28 letras:

2x200x1x300x10x400x2x200x1x1x30x5x10x40x1x400x5x300x40x10x40x6x1x400x
5x1x200x90 = 238.878.720.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000

2.º passo - Agora calculemos o produto das 7 palavras:

913 x 203 x 086 x 401 x 395 x 407 x 296 = 304.153.525.784.175.760

3.º passo – A quantidade de letras x o produto das letras, ou seja:

28 x 238.878.720.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 =
66.886.041.600.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
4.º passo – A quantidade de palavras x o produto das palavras, ou seja:

7 x 304.153.525.784.175.760 = 2.129.074.680.489.230.320

5.º passo – O 1.º produto DIVIDIDO pelo segundo:

66.886.041.600.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 /
2.129.074.680.489.230.320
= 3,1415545078310997915941344730127...

Os cinco primeiros algarismos do PI: 3,1415
Isso é surpreendente, mas ainda existe a sensação de ser apenas coincidência. Vamos testar a mesma fórmula em João 1.1.

1.º passo - Primeiro vamos calcular o produto das 52 letras de João 1.1, no original grego:

5x50x1x100x600x18x8x50x70x30x70x3x70x200x20x1x10x70x30x70x3x70x200x8x 50x80x100x70x200x300x70x50x9x5x70x50x20x1x10x9x5x70x200x8x50x70x30x70x3x70x200 = 84362514562591108300800000

2.º passo - Agora calculemos o produto das 17 palavras:

55x719x58x70x373x31x70x373x58x450x420x134x31x284x58x70x373 =
9,4930224139983918429785786976e+35

3.º passo – A quantidade de letras x o produto das letras, ou seja:

52 x 84362514562591108300800000 = 4386850757254737631641600000

4.º passo – A quantidade de palavras x o produto das palavras, ou seja:

17 x 9,4930224139983918429785786976e+35
= 1,613813810379726613306358378592e+37

5.º passo – O 1.º produto DIVIDIDO pelo segundo:

4386850757254737631641600000 / 1,613813810379726613306358378592e+37
= 2,7183128121964217876899750648377e-10

Novamente um valor significativo, mostrando os quatro primeiros algarismos do número de Euler: 2,718.
Agora a sensação de ser apenas uma coincidência passou para a sensação de tudo ser um projeto elaborado.

Pense no que acabamos de comprovar: UMA ÚNICA FÓRMULA DE CÁLCULO nos dois versículos da Bíblia mais importantes sobre a origem do Universo geram os primeiros quatro algarismos das duas maiores constantes da Matemática.

Como isto é possível?

“Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu numa medida o pó da terra e pesou os montes com pesos e os outeiros em balanças?” (Isaías 40.12).

A verdadeira Páscoa



Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica.
A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e NÃO um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade.
De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara. O coelho da Páscoa representa a periodicidade humana e lunar, a fertilidade e o renascimento da vida.
No Egito Antigo, a lebre era o símbolo da fertilidade e a reprodução constante da vida. Por serem animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.
Para alguns povos também simboliza a lua, que determina o dia da Páscoa no antigo Egito. Na Europa, o coelho representa o renascimento da vida, pois, como já assinalamos, a Páscoa européia coincide com o início da primavera. É a época em que a neve derrete, a vida ressurge e os coelhos deixam suas tocas após a hibernação do inverno.A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. Até o começo do século o coelho não era conhecido como símbolo da Páscoa no Brasil, isto só aconteceu a partir de 1913 com a vinda dos imigrantes alemães, que introduziram o costume no Sul do País.
Podemos concluir que todos esses símbolos de origem pagã foram adatados pela Igreja para faciliitar a conversão dos povos de outras culturas, mas vale lembrar que para nós cristãos o verdadeiro símbolo da Páscoa é o cordeiro. O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo. Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.
João Batista disse: “Eis O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Para nós cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mito da caverna de Platão


Platão explicou muito claramente os seus pensamentos sobre a verdade e a realidade pelo célebre Mito da caverna, no 7.º livro da República (514 ss.).

Imagine uma caverna grande, úmida e escura. Nessa caverna vivem algumas milhares de pessoas. Essas pessoas desde que nasceram e vivem com correntes nos braços, pescoço e pés, sentadas em cadeiras enfileiradas de modo que na frente dessas pessoas há um imenso paredão liso, semelhante ao cinema moderno. Por trás das fileiras de cadeiras, há uma fogueira. Entre a fogueira e as cadeiras passam algumas pessoas com placas que imitam objetos e animais. Os sons dessas pessoas, objetos e animais ecoam pela caverna até chegar ao grande paredão e por fim chegar aos acorrentados. A luz que a fogueira emite, bate nessas pessoas, animais e objetos e nas demais pessoas acorrentadas fazendo surgir sombras no grande paredão. Essas pessoas acorrentadas vêem essas sombras como se fossem reais. Pois esse é o único mundo que conhecem. Mais acima da caverna, como se fosse os camarotes, vivem os chamados amos da caverna. São eles que controlam todo o esquema. No topo da caverna, existe uma pequena saída pelo qual o sol emite um pequeno feixe de luz que chega até o fundo da caverna, no paredão liso, próximo às pessoas acorrentadas. Porém, entre a fogueira e o topo da caverna há um imenso paredão bem íngreme, cheio de obstáculos, difícil de escalar. Do lado de fora da caverna existem árvores, rios, o sol... enfim, a natureza e alguns sábios. As sombras mais diferenciadas são eleitas pelos acorrentados para serem os líderes. Em diversas áreas. Enquanto as pessoas acorrentadas discutem entre si sobre o mundo em que vivem, os amos da caverna riem e caçoam deles. Uma das características desses amos é que eles não costumam aparecer. Não gostam de aparecer.
Só que uma dessas pessoas, que chamaremos de Sócrates, começa a se questionar sobre toda essa situação. Quanto mais se questiona mais ele vai percebendo que há algo de errado nele e no mundo em que vive. As outras pessoas acorrentadas mais próximas já começam a olhar diferente pra ele. Sócrates não liga e começa a se remexer na cadeira. Quanto mais se remexe na cadeira, mais ele sente que há algo de estranho com ele. Até que um dia percebe que está acorrentado. Se você, que está lendo este texto, está dormindo, acorda e vê que está acorrentado, qual a sua reação? Pois bem, Sócrates não é diferente, e quer se libertar das correntes. Depois de muita luta, consegue se livrar das correntes. Primeiramente de braços e pescoço. Livre das correntes do pescoço ele pode olhar para os lados e pra trás e vê, as pessoas acorrentadas e a fogueira. Passa a ter visão da caverna e perceber que esse mundo é uma ilusão. Depois, consegue se livrar das correntes dos pés. Analise bem: ele nasceu e cresceu nessa situação, nunca andou. Quando se levante e começa a andar tem extrema dificuldade. Já está desgastado pelo imenso esforço que teve pra se livrar das correntes. Mas consegue se adaptar e andar. Sócrates tenta alertar os outros acorrentados, inclusive os amigos, porém, sem sucesso. Pois esses acorrentados se julgam viver em um relativo "conforto" e tomam esse mundo como real. Quando vêem o estado de Sócrates, todo desgastado fisicamente e até psicologicamente, dizendo que o mundo em que vivem não é real, que vivem numa caverna úmida e escura, e etc... alguns acorrentados chegam até a chamá-lo de louco. Sócrates vê que não vai obter sucesso e vê um pequeno feixe de luz vindo do topo da caverna, ele decide ir em direção a essa luz. Mas para isso é preciso escalar um grande paredão íngreme, cheio de obstáculos. Na escalada, de vez em quando escorrega, cai, e volta a escalar. Depois de muita luta, ele chega ao topo da caverna, e consegue sair da caverna. Vê o sol pela primeira vez, e nesse momento quase fica cego, pois nunca havia visto tanta luz. Depois de um tempo, ele consegue se adaptar a luz do sol, mas ainda com a vista não muito boa. Ele vê a natureza, os sábios e etc. Conversa com alguns sábios e vê que este é o mundo real. Porém, bate um sentimento de misericórdia: e os amigos e todas as outras pessoas acorrentadas, vivendo nesta caverna achando que vivem num mundo real? Ele decide voltar. A descida foi tão difícil quanto à subida do paredão. Chegando nos amigos acorrentados, com a vista ruim, todo arrebentado, ele vai tentar liberta alguns acorrentados. Porém a recepção foi pior do que antes, quando ele tentou alerta-los antes de subir. Vê que alguns até são capazes de lutar ferozmente para proteger as correntes. Então, Sócrates chega a conclusão que o segredo é contar aos poucos, começando inicialmente a dizer que estão com os braços acorrentados, por exemplo. Observa também que existe algumas pessoas que começam a se questionar e tem uma certa disposição a ouvi-lo. Essas pessoas são os idealistas. Uma dessas pessoas solta os braços e o pescoço, e como esse está numa condição parecida com o amigo acorrentado ao lado, este amigo acorrentado vai está mais disposto á ouvi-lo. Outro que consegue perceber que está acorrentado e começa a se remexer da cadeira, conta pro amigo ao lado que aquele mundo é uma ilusão e é preciso acordar. Assim uns vão se soltando, ajudando os mais próximos e também, caminhando em direção ao feixe de luz. Criando assim uma corrente discipular de mestre e discípulos. O que se solta é o filósofo. A luz do sol é a verdade. O que desce para ajudar os outros acorrentados é o político. As sombras, o mundo da ilusão. A luz da fogueira, os nossos desejos. As correntes, a ignorância. Os amos são aqueles que controlam e mantém o mundo da ilusão tirando proveito da situação. Os acorrentados são a humanidade. O caminho de escalada até a luz do sol está cheio perigos: diversas crenças estranhas, ideologias confusas, materialismo e/ou misticismo em excesso, armadilhas etc. Esses são os obstáculos. A filosofia vem pra proteger esse idealista que está se remexendo da cadeira, mostrar atalhos seguros na escalada, até chegar ao topo da caverna e voltar.
Esse é um resumo do Mito da Caverna, o capítulo VII do livro A República, que é de autoria do filósofo grego Platão. Mesmo escrito no século IV a.C., continua atual. Aliais, existem várias obras que se referem a esse mito como o filme Matrix e o livro Alice no País das Maravilhas.Mas coo discípulos de Jesus, podemos ainda, através desta alusão de um um homem não crente, mas em busca da verdade da vida, que nós sabemos ser Jesus, entender a prisão que vivemos sem Jesus em nossos coração e o mundo (Egito) onde somos escravos das obras da carne (Gl.5:17-21). Ao conhecermos a Verdade (Jesus) seremos libertados, "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). Este conto nos mostra as dificuldades de renunciarmos o mundo de escravidão e como precisamos partilhar a Graça recebida pelo sangue carmezim de Jesus, nosso Cristo!